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 O Porto de Constantinopla

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Leyryel
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MensagemAssunto: O Porto de Constantinopla   Dom Abr 22, 2012 9:41 pm



Criado como uma extensão a proteção de Constantinopla, o porto é vigiado da mesma forma que as grandes muralhas da cidade. Raramente é usado por mercadores, seu uso é mais relativo ao transporte de armas e vestimentas vindas de roma para os nobres. Construção tão bela e bem definida para época que se assemelha as que compõe o restante da cidade. É o único porto da cidade, é quase impossível atracar em qualquer parte da cidade que não seja por la.

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Leyryel
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Seg Abr 23, 2012 4:52 am

10:00

O tempo estava quente, o sol queimava a testa dos homens que trabalhavam no barco batizado de St Antonius. A embarcação foi enviada pelo Imperador Alexius Commenus para Constantinopla. Uma embarcação de grande porte, que com ela eram trazidas sacas de sementes de uva e de trigo. Raramente viagens desse porte eram feitas. O barco desatrelou-se no porto de Veneza logo pelo anoitecer, e já se contava mais de um mês de viagem. Como tais excursões para a cidade de ouro eram raras e despunham de muito dinheiro da coroa, eram feitas quase que anualmente. Portanto, naquela ocasião, foram levados algumas pessoas. Era comum que pessoas pagassem por viagens desse tipo, mas não era raro que algumas fossem escondidas ou mesmo contempladas por puro jogo político.

Argo dormia até então em uma pequena cabine aos fundos do barco. Não era uma cabine privativa, longe disso, alguém com as posses dele não teria jamais condições melhores que aquelas. Ao seu lado vários homens tentavam dormir, um deles, um barrigudo com barba espessa e suja, roncava alto. O barulho do ronco junto ao calor que fazia na cabine fez com que Argo acordasse.

_Está meio complicado dormir nesse caixote gigante e fedorento, concorda? (barco).

Foi dito por um homem moreno que estava ao seu lado, com uma barbicha curta e pontuda. Tinha o nariz longo e olhos escuros lembrando muito nômades orientais. Aqueles filhos do desertos como muitos falavam. Ele possuía roupas escuras e um turbante que cobria apenas metade de seus cabelos marrons e longos.


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Argo

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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Ter Abr 24, 2012 3:06 am

Argo que mal conseguia dormir devido aos roncos do bruto apenas cochilava. Pensando no que tinha mudado em Constantinopla, se conseguiria se lembrar do caminho de volta para a humilde casa. Sorria só, pensando na infância ao lado dos irmãos, ou na sobrinha que carregava o nome da sua querida mãe. Quando ouviu o rapaz ao lado lhe dirigir a palavra, respondeu cordialmente Verdade! Se sentou e pendulou a cabeça para o lado, com uma expressão apreensiva, estava segurando a carta na mão mais não sabia ler. Pensava no que estava escrito sobre “demônios que caminham durante a noite” Apesar de já ter ouviu falar neles na Italia, não batia tanto com as descrições dos mais velhos, na qual o mito era de que feras gigantescas rondavam a zona rural. Cães do Diabo era assim que o velho Abibo costuma chamar. Ele sorri sozinho ao se lembrar das paranoias que o velho costuma contar e de como lidar com elas. Olhou para o estranhou e perguntou Cê é de Constantinopla? Comedidamente passou, fez um breve silencio Ouvi dizer de demônios lá, sabe algo a respeito? Perguntou sem temor nenhum, até por que, precisa juntar informações, ver se os relatos se coincidem com os da Italia e concluir se são os mesmos demônios. Afinal de contas, iria atrás daquele que desgraçou a sua família, Argo não estava atrás de vingança, estava atrás de justiça. Fosse tal demônio homem ou besta, iria pagar
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Leyryel
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Ter Abr 24, 2012 3:59 am

10:15

A embarcação balançava muito, o que significava que haviam diminuído a velocidade para o porto. Os recifes poderiam atrapalhar, então todo cuidado era premeditado. O homem que conversava com Argo levantou-se em seguida, pois o calor estava-o irritando profundamente. Mas ainda sim ele responde educadamente depois de dar uma bufada e limpar o suor do rosto.

_Demônios? Não sei nada sobre demônios, a não ser que esteja falando do calor, pois só pode vir do inferno algo tão insuportável! - Logo que termina de falar solta um sorriso como se achasse graça da própria situação.

_Não sou de Constantinopla não. Venho do Egito, procuro por mercadores romanos na cidade. Não ficarei por muito tempo também, já que meu povo não é bem visto por aqui. E você? O que faz por esses lugares?

(Tempo para responder / Cena seguinte)

Não demorou até que o barco deu um brusco solavanco, os homens começaram a se mover rapidamente pegando suas bagagens e tralhas. Logo acima um deles gritou: "Chegamos!". Agora era possível de se ver do bordo, o porto de Constantinopla. Era possível de se ver também a muralha bem distante. E parecia mais alta que muitos castelos da Europa.


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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Ter Abr 24, 2012 4:22 am

Argo não se surpreendeu com a resposta dele, na Itália também era assim, as pessoas evitavam falar, acreditavam que poderiam de certa forma atraí-los. Entendeu por que ele nada disse. Mais se perguntava como poderia achar sua sobrinha e sua cunhada, e com um só golpe achar o causador de tanta dor? Entendo, ouvir dizer apenas... Sabe comé né... Sorriu e sentiu o movimento brusco do navio, assim como escutou grito. Ele sorriu, olhou ao lado e viu o bruto limpando os olhos e a barba toda molhada da própria saliva, aquele que roncava Chegamos homem... Sorria, mesmo estando com o coração triste. Foi até o canto, pegou suas roupas que estavam enroladas, seu arco, se virou até o outro homem, aquele que anteriormente tinha conversado com ele Bom, sabe o meu nome, Argo, não se esqueça. Primeiramente irei para zona rural, tenho coisas a acerta, senhor sem nome Sorriu e começou procurar seu amigo, velho companheiro de profissão Adelmo, chegamos... Sabia que não iria demorar muito para que Adelmo voltasse a velejar Adelmo! Aonde está amigo?! Preciso lhe perguntar algo Saiu caminhando tentando encontrar seu amigo no navio, virou-se novamente para o desconhecido Melhor vim comigo, por aqui, sem amigos, você vira escravo!
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qua Abr 25, 2012 1:03 am

10:30

As pessoas começaram a se mover, a escada de madeira encharcada ficava apertada para tantas pessoas ao mesmo tempo, homens de várias nações, com intensões diversas. Empurravam um ao outro como se fossem animais, o que não estava longe. O homem Egipcio que estava falando com Argo aceitou as palavras do desconhecido.

_Haha, homem! Aqui nessa terra de A... (Evitou dizer o nome de seu deus) homens usam nomes apenas para ofender. Na minha terra nomes são cridos com honra. E nós conhecemos as pessoas pelo que elas realmente são. Mas pode me chamar de Coruja Sábia (عرف بومة). Assim que me apelidaram quando eu era criança. Minha falecida mãe gostava, e brincava muito com esse apelido, por respeito à ela que o mantenho até hoje.

O "homem coruja" gostava da ideia de acompanhar Argo, mas mantinha-se receoso quanto a isso. Mas ainda aceitou com a cabeça como resposta. Já em meio a confusão, surge com empurrões, Adelmo. Ele não deixa de ver Argo que acompanhava todos exprimidos. E correndo vem chamando sua atenção.


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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qua Abr 25, 2012 11:34 pm

[center]Interessante... Coruja Sorriu e ouviu Adelmo se aproximando, caminhou até seu amigo e disse algo que gostaria que ele soubesse, com a voz baixa e amena Amigo, no porto onde vocês me encontraram, não muito longe dali existe um mausoléu, onde eu trabalhava ajudando um senhor chamado Abibo, muito conhecido na região, costuma oferecer quartos a viajantes e lugares para marinheiros dormirem e comeremFez uma breve pausa e logo continuou Tenho dúvidas, e acho que o destino não vai me deixar voltar a Italia. No momento certo, eu gostaria que cê voltasse lá, acredito que no futuro vou precisar da ajuda dele... Olhou para o Coruja e o chamou

[Então, partindo daí Argo vai ir até algum vendedor e comprar alguns pães, um frango e um pouco de arroz. E depois disso ele vai caminhar em direção a antiga casa dele, to falando isso que se quiser adiantar as coisas com narração, pode fazer]
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Leyryel
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qui Abr 26, 2012 2:09 am

10:50

Todos terminavam de descer a grande embarcação, vozes para todos os lados quase não definia de onde vinham. Falavam alto e era difícil de se comunicar mesmo a pouca distância. Coruja Sábia como se intitulou, chamava-se Zarkan, mas evitava dizer, talvez por seu humor sarcástico ou mesmo por sua origem bárbara. Era nascido na Persia, e morou no Egito por um tempo. A inteligência dos bárbaros orientais ia muito além do entendimento romano, e ele mantinha isso em segredo sempre.

Adelmo logo abria espaço por entre as pessoas depois de cumprimentar Zarkan e Argo. Logo ultrapassarem toda a grande extensão da ponte que ligava o porto a terra firme, eles encontraram já os primeiros comerciantes. Estes se aproveitavam da chegada dos barcos para lucrarem.
Um homem baixo oferecia carne de segunda, esverdeada quase, por um preço bem baixo. Já outro de pele amarelada oferecia pães e peixe, pequenos por sinal. O calor não havia sido generoso com as comidas. Mais à frente dois homens trocavam peles de animal por qualquer quinquilharia. E uma mulher gorda e suja vendia ervas. Os melhores produtos seriam encontrados apenas na cidade, e por hora só isso que era acessível.

Zarkan comprou algumas ervas, e por um preço bem baixo, não demorou mais que dois minutos para praticamente esvaziar a bancada da mulher.
Ao longe, um homem parecia acompanhar com os olhos a chegada de Argo. Ele caminhava por entre as barracas, sem comprar nada. Não demorou para que ele abordasse Argo e seus companheiro perguntando.

_Conheço um bom lugar para comprarem comidas que prestam. Essas já estão passadas, e viajantes sempre são bem vindos.

Ele sorri amigavelmente enquanto fala.

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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qui Abr 26, 2012 3:59 am

Despediu-se de Adelmo ao sair do navio e logo caminhou para fora, após alguns minutos estava olhando surpreso para o “Coruja” , jamais tinha visto alguém se interessar tanto por ervas como ele, para descontrair fez um breve comentário Só falta comprar pernas de aranha e asas de morcego Gargalhou, rindo da breve comparação que fez em relação ao da bruxa e seu caldeirão. Até que então foi abordado pelo desconhecido, após ouvir as palavras dele, não se sentiu muito confiável. Mesmo “Coruja” sendo um desconhecido, a situação era diferente. Ambos estavam em um navio e ambos tinham o mesmo destino, porém até então nenhum tinha interesse no outro, diferente daquele. Argo conhece bem as pessoas que costumam assumir posturas criminosas, já estando acostumado com aquilo resolveu aceitar. Porém antes de seguir o desconhecido, se afastou e caminhou até o Coruja Eu vou com ele, finja que vai para o outro lado e logo retorne, nos acompanhe, mantendo uma distância discreta. Se eu precisar de você, testarei sua amizade agora Se virou para o desconhecido, retribuiu o sorriso na maior cara de pau e respondeu Vamos sim, mesmo que a comida seja pouca, é melhor comer com qualidade não é mesmo? Disse enquanto se adiantava e caminhava lentamente
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qui Abr 26, 2012 4:54 am

11:00

Zarkan ouviu Argo calmamente, eram apenas conhecidos breves, e portanto cordialidade não era necessária, nem mesmo foi dificil encenar diante o homem que agora parecia. Zarkan juntou suas ervas e as colocou dentro de uma bolsa. Continuou a caminhar por entre as barracas, de momento em momento tocando nos alimentos como se tivesse interesse em compra-los.

Spoiler:
 
O homem se apresentou como Darius, ele possuía com ele dois cavalos. Um ofereceu a Argo, e outro ele mesmo veio a montar. Se vestia bem, com tecidos bem tingidos, tinha os cabelos curtos e uma feição bem apresentável, não era jovem, mas tinha uma boa dicção.

_Tenho comércio aqui próximo, posso levá-lo até la. Pode fazer uso de meu cavalo, já que não é tão perto, e o chão de pedras daqui fazem mal pra qualquer joelho. - Tentou sorrir enquanto subia no cavalo.

Zarkan olha de longe, parece um tanto aflito por ver os cavalos que não havia reparado antes, ficaria para trás se os usassem.

Darius (NpC)


Última edição por Leyryel em Dom Nov 25, 2012 10:09 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Qui Abr 26, 2012 11:38 pm

Se surpreendeu com o surgimento dos dois cavalos, nem mesmo Argo havia percebido que ela tinha os animais. Mesmo Argo tendo conhecido Coruja a pouco tempo, o jovem caçador não era do tipo de deixar um “amigo” para trás, pelo menos não numa situação tão simples. Afim de convence-lo a caminhar Argo sorriu em resposta e disse Vamos caminhar um pouco, o que acha? Passei semanas dentro de um navio, preciso esticar um pouco as pernas e me banhar do sol, o que acha? Vamos caminhando? Preciso me acostumar com um novo cenário, tudo aqui é novo pra mim. Se quiser pode ir sobre o cavalo... sabe como é, semanas preso dentro de um navio, caminhar iria me fazer muito bem Argumentou o que de fato sentia, e o que de fato iria favorecer a situação para ambos os casos
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MensagemAssunto: Re: O Porto de Constantinopla   Sex Abr 27, 2012 12:21 am

MUDANÇA DE CENÀRIO

Argo, Darius, Zarkan, junto a um grupo de trabalhadores viajam durante uma hora
até o centro urbano, principal vila de recepção aos visitantes.


http://constantinopla.forumeiros.com/t90-o-centro-urbano#393
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